Explicação do inquérito

Presidente do PR diz que não entendeu decisão do TRE

Jornal Boca - Edição 131

Da Redação

Balneário Camboriú/SC - A decisão do Tribunal Regional Eleitoral de mandar arquivar o inquérito policial contra o deputado Dado Cherem (PSDB) por crime eleitoral cometida nas eleições municipais de 2008 deixou perplexo o presidente do PR, Luiz Maraschin. O então candidato tucano à prefeitura teria negociado com candidatos a vereador do partido pra desistir da eleição ou apoiar a chapa do PSDB.
Maraschin lembrou que antes do partido fechar apoio ao candidato Edson Piriquito, chamou também os demais postulantes para uma conversa. Dado teria sido convidado em duas oportunidades, mas não compareceu.
Depois que o partido decidiu fechar o acordo com o candidato peemedebista, Dado teria chamado para conversas reservadas os que disputavam vaga à Câmara pelo PR. Pelo menos três deles desistiram da campanha.
“Não presenciei, mas isso realmente aconteceu”, relata Maraschin. Denunciado através da imprensa à época, o fato foi levado ao Ministério Público Eleitoral que solicitou a abertura de inquérito, que entendeu que o candidato do PSDB poderia ser acusado de crime eleitoral.
O presidente do PR achou estranho que o TRE entendeu que “ainda que se pudesse cogitar de tipicidade criminal na espécie de corrupção eleitoral (art.299 do CE), a persuasão dos vereadores não implicou no oferecimento de qualquer vantagem”.
Na decisão do TRE o processo retorna à zona eleitoral de Balneário para que seja apurada a possibilidade de publicação caluniosa contra o deputado.

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