01/02/2012 às 12:51:22

Informe econômico - 01/02/2012

Aumento da dívida pública, inadimplência nas empresas...

Aumento da dívida pública
A dívida pública federal (DPF) cresceu 1,79% em dezembro, comparado a novembro, e soma R$ 1,866 trilhão. Houve, portanto, aumento nominal de R$ 32,81 bilhões no último mês de 2011, de acordo com relatório divulgado segunda-feira (30) pela Secretaria do Tesouro Nacional. No acumulado do ano passado, a DPF cresceu 10,17%, o equivalente a R$ 172,3 bilhões. O crescimento da dívida pública no mês passado resultou da emissão de R$ 38,66 bilhões em títulos – dos quais 78,68% com remuneração prefixada -- contra resgates de títulos no valor de R$ 25,92 bilhões. Essa operação resultou em uma emissão líquida de R$ 12,74 bilhões em títulos, que se somaram aos R$ 17,49 bilhões pagos em juros no mês para aumentar a dívida.


Grande inadimplência
O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas teve alta de 19% no ano passado ante uma queda de 3,7% em 2010. Na comparação entre dezembro de 2011 e o mesmo período de 2010, houve um aumento de 23,7%. Sobre novembro, no entanto, a taxa diminuiu 4,1%. Ao longo do ano passado, as empresas tiveram mais dificuldades para pagar em dia as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água). Sobre 2010, o atraso nesses pagamentos aumentou 28,3%. O valor médio atingiu R$ 744,01, o que significa uma elevação de 2,2% ante o registrado no ano anterior.


Estimativa de crescimento
A estimativa de analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) para o crescimento da economia – Produto Interno Bruto (PIB) – este ano foi mantida em 3,27%. Para 2013, a previsão caiu de 4,25% para 4,15%. A expectativa para o crescimento da produção industrial, neste ano, passou de 2,94% para 3%. Para 2013, permanece em 4%. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB passou de 37% para 36,95%, este ano, e continua em 35,8%, em 2013. A expectativa para a cotação do dólar ao final do ano subiu de R$ 1,78 para R$ 1,80. Para 2013, foi mantida em R$ 1,75.

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