Locutora da Rádio Menina grava música do cantor Armandinho
Juliana Tormena fala da carreira e da família
Por Anita Souza
Bal.Camboriú/SC - Gravar músicas de compositores consagrados, privilégio esse somente para quem realmente tem talento. Como é o caso da cantora e locutora da Rádio Menina, Juliana Tormena (26), ou simplesmente “Ju”. Recentemente ela teve a honra, de como ela mesma diz, de gravar uma canção do cantor Armandinho, hit que já é sucesso nas principais rádios catarinenses.
A música “Ainda Gosto de Você” já é sucesso. Juliana conta que conheceu Armandinho quando ela tinha entre 18 e 19 anos, durante apresentação da banda Nego Joe no Teatro Municipal de Itajaí onde ambos participaram do show. “Nesse dia fiz participação com a banda, interpretei Sweet Child O' Mine do Guns N' Roses”, diz a cantora.
Logo após a apresentação, já nos bastidores, Juliana foi apresentada ao cantor. “Ele disse que tinha feito uma música e que depois de me ver cantar naquela noite, gostaria que eu fosse a intérprete dela”, conta.
O cantor se referia de "Ainda Gosto de Você", canção que Juliana foi conhecer seis anos depois, quando finalmente criou coragem e pediu a Armandinho seu estúdio emprestado para gravar suas músicas. “Na verdade, tive vergonha de pedir, quem fez a ponte foi o querido divulgador "Carlão" por quem tenho muita estima. Então, ele finalmente pôde me ceder sua canção para que eu a gravasse”.
No decorrer dos anos os dois se tornaram grandes amigos. “Presença constante nas minhas sabatinas. Já o entrevistei várias vezes, então, ganhamos essa afinidade naturalmente. E a força que ele me deu e continua a me dar, é um fôlego nesse mundo tão ingrato que é o da música.
Atualmente, Juliana apresenta o Show da Tarde, na Rádio Menina FM, de Balneário Camboriú. “ Não é vida mansa. Além de apresentar, produzo o programa sozinha e por isso preciso de muita concentração. Sou também a produtora artística e programadora musical. Quando eu estou no ar sou bem diferente da Juliana cantora e da Juliana pessoa. São três pessoas diferentes. No rádio sou uma doida, sempre estou 100% feliz. No palco, saí faísca.
Na minha vida pessoal sou calma, mas de repente em uma conversa eu incorporo as outras duas, misturo todas (risos)”. Apesar dessa tripla personalidade, todas são extremamente centradas em seus objetivos.
Juliana não é apenas cantora e locutora, ela também é autora de duas músicas: "No seu olhar", que a compôs com apenas 9 anos de idade e "Não dá pra nós dois", que compôs com 14 anos, mas, que a finalizou somente aos 25 anos. Juliana conta também que teve grande apoio do arranjador Guilherme Croppo.
Apesar da carreira bonita que segue, ela diz que já passou por muitas dificuldades e que o mundo da música pode também ser muito ingrato. “Você batalha, batalha, e não chega lá, mas não vou desistir, e se morrer na praia, morro feliz”.
Juliana conta que já teve chances de encurtar o caminho, de pegar atalhos, mas optou pelo caminho difícil. “Eu sou assim. Vivo minha vida de acordo com minha consciência e paz de espírito. Se eu vejo que tomar uma decisão vai me perturbar no futuro, simplesmente recuo. Por isso que a luta é difícil, mas tenho os pés no chão prefiro vencer pelos meus méritos e evoluir, do que encurtar o caminho e perder o meu tempo”.
Mas, ela não é apenas talentosa, também tem um tipo físico que chama a atenção. É loira de olhos verdes, magra e alta. “Sou uma menina que muita gente se interessa, pelo meu tipo físico. Recebo cantada a vida inteira, mas nunca cedi”.
Ela conta que recentemente recebeu uma investida muito forte de uma pessoa bastante influente, um conhecido empresário do meio da música em São Paulo, o qual ela prefere não dizer o nome. “Fui pra São Paulo a convite dele, eu gravaria um CD com regravações de músicas conhecidas. Fui com músicas ensaiadas e tudo, mas quando cheguei lá, vi que o negócio não era bem assim, mas como tenho uma postura bastante profissional, eu me esquivei, mas não foi fácil”, lembra.
O tal empresário havia conversado muito com ela por telefone e também trocado e-mails, “acreditei que fosse verdade”, diz. Mas ao chegar em São Paulo, soube que só teria o CD gravado e investimento em sua carreira a base da troca, o tal empresário queria o seu corpo. “Não julgo quem faça isso, vender o corpo para ganhar algo em troca, mas eu não o faço, senão, a minha luta não vai valer nada, isso não faz parte do meu talento, esse preço eu não pagaria”.
E qual o som Juliana Tormena gosta de ouvir? A cantora diz que sua musicalidade é bem misturada, mas que não é eclética. Gosta de ouvir Whitesnake, Pink Floyd, Nicklbback, Led Zeppeling, Depeche Mode e também curte as canções da Madonna. Mas a verdadeira diva da Juliana Tormena é a Lady Gaga. “Sou tiete dela. Adoro também o som dos anos 80. E de cantores brasileiros, gosto do Capital Inicial, Cássia Eller, Cartola, D2, e por aí afora”.
História de vida
A bela loira de olhos verdes, e com voz marcante, é cantora há 17 anos, e locutora há 10, cinco deles na Rádio Menina FM, em Balneário Camboriú. Juliana Tormena é a filha mais velha do casal Milton e Dora, tem um irmão de 21 anos, o Jeferson. Nasceu na cidade de Canoinhas, planalto norte de Santa Catarina, onde morou até os 16 anos.
Ela conta a reportagem do Portal Menina que teve uma infância de dificuldades financeiras e que morava na COHAB. “Meu pai era operário de uma fábrica e minha mãe dona de casa. Eles passaram fome para eu ter o que comer, mas hoje a vida financeira deles melhorou bastante”.
Ao lembrar de sua infância, Juliana a define como uma verdadeira “moleca”. “Eu adorava subir em árvores, gostava de ficar de pé no chão. Foi tudo muito dificultoso, mas bacana. Acho que por isso, sempre dei valor pras coisas, sei que nada vem fácil”
O seu encontro com a música aconteceu com seis anos, quando começou a fazer suas primeiras apresentações no colégio onde estudava. Com nove, já cantava em karaoques. “Nunca fui tímida, sempre fui metida”, lembra. Aos 12 anos ela participava de seu primeiro festival de música. “Lembro, que ao anunciarem o meu nome, eu simplesmente empaquei. Era uma experiência nova, eu estava muito nervosa, mas meu pai literalmente me deu um empurrão (risos). Depois disso continuei a cantar e fazer apresentações”.
Depois desse empurrão paterno, Juliana começou a trilhar o caminho da música, com 14 anos ela formava a sua primeira banda, a Canoy, alusão a Canoinhas. “Eu também gravava jingles, e logo depois, com 15 anos, comecei a trabalhar como locutora de rádio”.
Mas para chegar a imagem atual, ela conta que recebeu a ajuda de muitas pessoas, principalmente da amiga Carol, sua grande incentivadora que a ajudou a mudar o visual. "Eu era CDF, mas fiquei doidinha, me libertei". Após essa transformação radical, a timida Juliana começou a encarar o mundo com outros olhos e de nova aparência.
Depois desse empurrão paterno, Juliana começou a trilhar o caminho da música, com 14 anos ela formava a sua primeira banda, a Canoy, alusão a Canoinhas. “Eu também gravava jingles, e logo depois, com 15 anos, comecei a trabalhar como locutora de rádio”.
Pessoas que Juliana Tormena faz questão de lembrar nesta entrevista, como forma de agradecimento: Minha família, Milton Tormena (pai) Dora (mãe) e Jeferson (Irmão), Samuel (assessor pessoal, grande companheiro), Galera Máster, Fernando Tofaneli, o Toff (make e fotos), Ivana (personal stylist), Armandinho, Carol (amiga que colaborou para que Juliana deixasse de ser CDF), Priscila Ogg (fã), Galeno de Castro, Sergio Araya, Guilherme Croppo (meu parceiro nas músicas), Carlão.











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