Saúde Pública

Editorial do Jornal Boca de 22 de fevereiro de 2012 - edição 134

JORNAL BOCA - EDIÇÃO 134

Saúde Pública

Da Redação

A Campanha da Fraternidade, promovida pela Igreja Católica e encampada por outras igrejas cristãs brasileiras, começa nesta quarta-feira de cinzas. O tema deste ano é  “Fraternidade e Saúde Pública” e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”, tirado do livro do Eclesiástico.
O assunto vem bem a propósito quando se discute a saúde pública em todo o País. Balneário Camboriú não foge à regra e, apesar dos avanços conseguidos (e foram muitos) ainda existem lacunas a serem preenchidas.
A Campanha da Fraternidade quer sensibilizar as pessoas sobre a “dura realidade de irmãos e irmãs que não têm acesso à assistência de saúde pública condizente com suas necessidades e dignidade”.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que promove a campanha, lembra que a saúde é “dom de Deus” e, enquanto tal é um direito que além de ser preservado, precisa ser conquistado.

Mas, quando se fala em Saúde Pública, não necessariamente temos que lembrar apenas dos péssimos atendimentos, situação dos hospitais e as grande demanda reprimida por exames, cirurgias e até mesmo atendimento médico.
A própria campanha lembra da importância da prevenção, da alimentação e da preservação do ambiente. O grande foco é chamar a atenção das próprias autoridades para que, ao contrário de “comemorar” o aumento de atendimentos (consultas, cirurgias, etc), passe a divulgar as prevenções e os resultados que elas proporcionem à comunidade.

Neste sentido é preciso ampliar a discussão sobre a realidade da saúde pública junto a própria comunidade. Os gestores da área devem qualificados para o bom atendimento e orientação da população.

É necessário também estimular e fortalecer a mobilização popular em defesa do Sistema Único de Saúde e do seu financiamento. A comunidade tem direitos, mas também tem obrigações (deveres) de participar ativamente nas decisões que envolvam as políticas públicas para o setor.

Menos mal para Balneário Camboriú, que tem no seu Conselho Municipal de Saúde uma das instituições mais atuantes em termos de políticas públicas. Mesmo assim é preciso avançar.

A vida saudável requer harmonia entre corpo e espírito, entre pessoa e ambiente, entre personalidade e responsabilidade.

 

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