Jornal Boca - Edição 131
É tempo de comparar
Nas duas últimas décadas pelo menos três grandes redes de supermercados se instalaram em Balneário Camboriú: Imperatriz, Angeloni e BIG. Qual foi a contribuição que os mesmos trouxeram pra cidade? A competição no preço dos produtos, certamente sim. Geraram empregos também. Alguns impostos, idem. Mas o grande percentual dos lucros obtidos nas lojas aqui instaladas, certamente foi contabilizado nas matrizes das empresas.
Ao contrário de indústrias que poderiam produzir aqui e vender para fora, trazendo os lucros para a cidade, as redes varejistas fazem exatamente o contrário. Como não temos área suficiente para a instalação de indústrias, salvo a da construção civil, temos que nos contentar com outras categorias.
A vinda de tais empresas para a cidade, sempre foi acertada em gabinete. Conversas a portas fechadas e a comunidade só ficava sabendo quando elas estavam prestes a se instalar e... faturar. Nada contra, muito pelo contrário, acredita-se que até tenha regulado o mercado varejista de alimentos na cidade que, até então, praticava um preço razoável na baixa temporada e jogava os valores lá pras alturas durante o Verão.
Hoje a realidade é outra. O Angeloni construiu sua segunda loja, na Quarta Avenida, mas contribuiu com R$ 500 mil para projetos que venham a reduzir o impacto da obra. O BIG também vai instalar a sua segunda loja na Avenida do Estado, e deve entrar com uma contribuição de R$ 800 mil.
O Imperatriz, que amplia os seus negócios na cidade, está doando para a prefeitura o terreno em que o Corpo de Bombeiros Militar vai construir o seu quartel. Só depende da aprovação da Câmara de Vereadores.
O detalhe importante: as decisões não são mais tomadas em gabinete. O Conselho das Cidades tem sido o órgão soberano para tratar destas questões. Congrega representantes dos mais diversificados segmentos da comunidade. O prefeito toma conhecimento das decisões e elas são seguidas as risca, sempre tendo como interesse maior a comunidade e não o pessoal. Defesa dos interesses coletivos e não os individuais.
Pensassem da mesma forma todos os administradores que passaram pela prefeitura, certamente teríamos uma cidade bem melhor.





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