2 de fevereiro: dia da Rainha do Mar

Balneário Camboriú comemora com uma grande festa umbandista para Iemanjá no Pontal Norte. Saiba porque ela acontece no dia 1º

Jornal Boca - Edição 131

Carla Superti


“Como é lindo o canto de Iemanjá
Faz até o pescador chorar
Quem escuta a Mãe d'água cantar
Vai com ela pro fundo do mar” – canto umbandista


Balneário Camboriú/SC - No próximo dia 1º de fevereiro, umbandistas de todo o país visitarão Balneário Camboriú na 17ª Festa para Iemanjá, que acontecerá no Pontal Norte, a partir das 20h30min.
A festa é conhecida em todos os cantos do mundo e homenageia Iemanjá, um dos orixás mais conhecidos, Mãe de todas as mães, Senhora dos Mares e símbolo de fertilidade.
O Mestre Marne, do Centro Espiritualista de Umbanda “Reino de Juna Bomy”, conta orgulhoso que a Festa para Iemanjá de Balneário Camboriú já está no calendário turístico da cidade, sendo que ela começou como uma homenagem feita à Senhora dos Mares no seu dia pelos umbandistas do terreiro num pequeno evento, realizado com o intuito de agradecer.
O Dia de Iemanjá é 2 de fevereiro. Então, por que a comemoração dos umbandistas é no dia 1º e a dos católicos continua sendo no dia 2? “Porque temos um pacto com a Igreja Católica. Até 1985 fazíamos a nossa festa no mesmo dia e dava muita confusão. Assim, comemorando no dia 1, um não atrapalha o outro”, ressalta Mestre Marne.
Por todo o Brasil, os umbandistas fazem suas homenagens na noite de 1º de fevereiro. Em Balneário Camboriú, a famosa Festa para Iemanjá é composta por lindas preces e oferenda dos fiéis à Senhora dos Mares. “Nos compenetramos na fé e depois saem os barcos com as oferendas das pessoas”, revela.
Nas oferendas, o mais recomendado, conforme conta Mestre Marne, é que os fiéis levem flores, pois “Iemanjá gosta muito”. Oferendas que tragam algum objeto de vidro, como perfumes e champagne, não são aceitas. “Os perfumes podem até ter o líquido espalhado nas oferendas, mas não são oferecidos com o vidro”, revela.
Iemanjá pela Umbanda
Na Umbanda e hoje em algumas Casas de Candomblé, é o único Orixá que tem sua imagem própria nos altares, dispensando o sincretismo como acontece com os demais Orixás. É uma bela mulher, saindo das águas do mar com vestido azul claro, disseminando estrelas de suas duas mãos.
Na mitologia, Yemoja, ou Yemanjá seria filha de Olóòkun ou Olokun, que é o mesmo que Deus ou Deusa do Mar, o que tornou Yemanjá Senhora dos Mares. Outras crenças contam que Iemanjá seria uma sereia, protetora dos pescadores que saem mar afora para conseguir seu sustento.
Não importa qual a crença, mas quem tem fé na Senhora dos mares precisa fazer sempre seu pedido ofertando-lhe uma oferenda, principalmente relacionada à vaidade, que deve ser colocada no mar, pois ele se encarrega de fazer o restante do serviço.

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